Levante Secundarista - O Orgulho dos Estudantes
Um dos maiores sonhos de nós apaixonados pela Educação é fazer da Escola uma Morada para os estudantes, um Refúgio em que sintam-se tão bem que não queiram sair. Que seja um lugar em que se encontra bem-estar, felicidade, utilidade, conhecimento, um lugar em que não só estudantes, mas também seus responsáveis, funcionários e a comunidade em geral, sintam prazer de estar lá.
É engraçado para mim, pensar em como era fácil colocar a culpa no Governo, no Estado, na Prefeitura pela péssima qualidade da educação pública, não só nos aspectos em que gostaríamos que fosse consoante com o vestibular mas também em seus moldes - na forma de ensinar.
Lembro-me claramente do meu professor de Sociologia e da minha professora de Português no segundo ano do Ensino Médio dizendo que pensar dessa forma é Senso Comum (depois falo um pouco sobre esse termo). Eu escrevia redações argumentando que era responsabilidade do Governo, do Estado, dos municípios de dar condições melhores aos funcionários da escola, principalmente os professores, para garantir uma educação melhor.
Sinceramente, não sei em quem mais eles colocavam a culpa, mas agora que recrudesce em mim todo dia o desejo de ser professora, vejo cada vez mais que os próprios professores e administradores das escolas têm uma parcela enorme de culpa.
Sim, é fácil para mim pensar dessa forma, eu nunca deparei-me com um diploma de Licenciatura e o dilema: reproduzir os métodos comuns, vulgares, medíocres de ensino ou tentar fazer diferente? Eu poderia escrever um texto sobre meu sonho para uma Escola tão boa quanto a do primeiro parágrafo mas apenas deixo o Quando Sinto Que Já Sei para vocês darem uma olhada, é um documentário que registra práticas educacionais inovadoras que estão ocorrendo pelo Brasil, a obra reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola.
E sabe qual é o legal de assistir a esse documentário e ler notícias sobre o atual Levante Secundarista? É que tem muita semelhança! Tem sarau, tem documentário, tem debate, tem estudante trocando chuveiro do banheiro da escola, tem professores cozinhando juntos! Gente, que coisa mais linda!
Eu, como eterna estudante, estou super orgulhosa dessa galera e espero que ela consiga o que quer.
Volto depois com um resumo sobre o Levante Secundarista e suas causas.
Até breve!
Ex nihilo nihil fit - Nada vem do nada!
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Depois das homenagens numa
reunião de sargentos e da reafirmação de que Jango prosseguiria com as Reformas
de Base, os setores mais conservadores viram a necessidade de uma intervenção
militar. Jango soube do levante, vindo de Minas Gerais e São Paulo, ao
amanhecer do dia seguinte, em 31 de março de 1964. Em 1º de abril Jango fugiu
para o Rio Grande do Sul e depois para o Uruguai.
Ranieri Mazzili, presidente
da Câmara Federal, tomou posse da presidência deixando o poder nas mãos dos
militares que formaram a Junta Revolucionária. Logo que a direita assumiu,
esquerdistas se prepararam para fugir, pois os golpistas vitoriosos passaram a
efetivar prisões. E logo, muitos foram obrigados a exilar-se para escapar das
perseguições por cassações de acordo com o Ato Institucional I.
O AI1 foi usado para cassar
e suspender os direitos políticos dos cidadãos vistos como opositores ao
regime, dentre eles congressistas, militares e governadores. Depois de
usarem-no para cassar os “incômodos”, houve uma eleição indireta para o novo
presidente, no Congresso Nacional. Elegeram Castelo Branco, mas ele teve
problemas.
Da próxima eu falo sobre os problemas, por enquanto, saibam que tem a ver com Linha Dura e Sorbonne.
Até!
Da próxima eu falo sobre os problemas, por enquanto, saibam que tem a ver com Linha Dura e Sorbonne.
Até!
domingo, 23 de março de 2014
No dia primeiro do próximo mês fará 50 anos do Golpe de 1964, hoje começo a primeira parte para contar um pouco de como foi aquela época e o que aconteceu entre 1964 e 1985.
Nos anos 1960 o mundo estava divido entre Capitalistas, liderados pelos Estados Unidos e Socialistas, liderados pela União Soviética, era a chamada Guerra Fria. Depois de Che Guevara e Fidel Castro terem ficado à frente de um grupo de guerrilheiros em 1959 que tomou o poder e alinhou-se à União Soviética, os EUA ficaram enfurecidos e começaram a apoiar os grupos dos setores civil e militar mais conservadores nos países da América Latina.
Nos anos 1960 o mundo estava divido entre Capitalistas, liderados pelos Estados Unidos e Socialistas, liderados pela União Soviética, era a chamada Guerra Fria. Depois de Che Guevara e Fidel Castro terem ficado à frente de um grupo de guerrilheiros em 1959 que tomou o poder e alinhou-se à União Soviética, os EUA ficaram enfurecidos e começaram a apoiar os grupos dos setores civil e militar mais conservadores nos países da América Latina.
Entre 1956 e 1961 o
Presidente Juscelino Kubitschek investiu num crescimento econômico em que havia
o “modelo de substituição de importações” que, desde os anos 1930, havia
possibilitado um crescimento industrial do Brasil, através da produção, no
próprio país, de bens antes comprados no exterior.
Como essa época acabou, necessitávamos
de achar um meio de continuarmos crescendo, encontrando numa reorganização
econômica e social que beneficiasse as elites e o capital estrangeiro em
detrimento das camadas mais pobres. Aumentaram-se a dívida externa, as
desigualdades sociais e a estagflação (diminuição das atividades econômicas e
aumento do desemprego).
Por causa das desigualdades
sociais e do crescimento econômico em detrimento dos pobres, movimentos sociais
começaram a pressionar, como a Central dos Trabalhadores e as Ligas Camponesas,
essas que defendiam uma reforma agrária. Com medo de que o comunismo se
espalhasse e o Brasil imitasse a Revolução Cubana, a Ditadura Militar foi
implantada, contando com o apoio dos Estados Unidos.
João Goulart foi Ministro do
Trabalho na segunda presidência de Getúlio Vargas, ele apoiou os sindicatos,
não reprimiu greves e propôs um aumento do salário mínimo de 100%. Foi demitido
por pressões militares e tomou a posse da Presidência em 1961 quando Jânio
Quadros renunciou ao cargo, por pressão dos esquerdistas (também foi
vice-presidente de Juscelino K. e na época visitou a China comunista e a União
Soviética).
Logo depois da posse, João
Goulart introduziu uma emenda constitucional tornando o Brasil parlamentarista,
ou seja, quem “mandaria” no país seria um primeiro-ministro. O
parlamentarismo durou três anos, apresentando, sucessivamente, Tancredo Neves,
Brochado da Rocha e Hermes Lima. Querendo reaver os poderes de um presidente
como era antes, Goulart realizou um plebiscito em 1963 e a maioria dos
eleitores optou pela volta do presidencialismo.
João Goulart ora era
favorável aos direitistas, ora era favorável aos esquerdistas. Ao fim de seu
mandato inclinou-se para a esquerda e propôs uma Reforma de Base – reforma
agrária, reforma educacional, reforma urbana, limite nas remessas dos lucros
das empresas multinacionais, etc. Os conservadores desconfiados aumentaram suas
articulações, através de várias entidades, sobretudo a grande imprensa que
noticiou o “caos” no país e a crise econômica e de “moralidade” e o clima de
“agitação, anarquia e comunização”. Além da imprensa, eles contaram com a ajuda
de militares, embaixada americana, Igreja, imprensa, OAB, empresários,
latifundiários, classe média e mesmo populares, todos começaram a orquestrar a
queda de Jango.
Depois que Jango assinou o
decreto da reforma agrária diante de 350 mil pessoas e as Reformas de Base
começaram os direitistas organizaram a Passeata da Família com Deus pela
Liberdade, em protesto contra a “expansão do comunismo ateu no Brasil”. Outras
dessas passeatas aconteceram.
Após esse episódio, houve um protesto que ficou conhecido
por Rebelião dos Marinheiros, contra a prisão do cabo José Anselmo que,
ilegalmente, tentou organizar um sindicato dos marinheiros. A manifestação
havia sido proibida e a não punição dos participantes feriu uma das coisas mais
valorizadas pelos militares, a obediência à hierarquia.
Quatro dias depois houve uma
reunião de sargentos aonde alguns deles foram homenageados por suas
participações na Rebelião dos Marinheiros e Jango aproveitou para reafirmar,
num discurso, a pretensão de prosseguir com as Reformas de Base. Se antes
alguns conservadores tinham dúvidas sobre a necessidade de uma intervenção
militar, após o decreto da reforma agrária e o discurso sobre as Reformas de
Base, essas dúvidas não mais existiam.
Por enquanto é isso, nos próximos dias publicarei o restante.
Até mais!
Jango
Reprodigo hoje o que tô sabendo sobre os confrontos na Crimeia, que foi até a última sexta (ou ainda é, não sei) território da Ucrânia.
Dada de presente para a Ucrânia por Nikita Kruschev, líder
soviético, em 1954, a Crimeia já foi parte da Rússia e membro da República
Socialista Federativa Soviética Russa (quase tudo a mesma coisa) e de muitos
outros desde uns 700 a.C. Aí em 1991, sua autonomia foi reconquistada e as
tensões disso eram sempre abrandadas pela Ucrânia por acordos com a Rússia e
isso era necessário porque ficou tudo bagunçado, tanto que agora tem mais russo
do que tudo morando lá.
Em 1994 o Memorando de Budapeste foi assinado por três
países (Rússia, EUA e Reino Unido), ficou acordado que eles tomariam conta do
território ucraniano, mas como a Crimeia está localizada num lugar legal, ou
seja, às margens do Mar Negro, a Rússia a quer pra ela. Não é pra tanto, por
causa de sua localização, ela tem portos interessantes que servem de pontos de
exportação e o país é grande produtor de grãos e vinhos, com forte atuação na
produção alimentícia.
Segundo dados da BBC, 58,5% das pessoas que moram lá são de
etnia russa, mais de 50% das pessoas da Crimeia falam russo diariamente, e o
cara que foi presidente de lá entre 2010 e fevereiro de 2014, Viktor Yanukovych,
é ucraniano. Viktor foi contra um acordo comercial com a União Europeia para
fechá-lo, exclusivamente, com a Rússia. As pessoas do oeste da Crimeia, que são
pró-UE não gostaram disso e foram manifestar seus interesses nas ruas em
novembro de 2013.
Depois de algumas dezenas de mortos, houve um referendo para
decidir sobre a separação da Crimeia e anexação à Rússia e 95% das pessoas
foram favoráveis. Também houve um acordo de paz que não durou um dia, depois o
presidente saiu do país, um governo favorável à União Europeia entrou no poder.
Vladimir Putin, presidente da Rússia noticiou a anexação da Crimeia à Rússia mas
ainda há a tropa da Ucrânia confrontando a tropa russa.
Bem, é isso.
Até!
Assinar:
Postagens (Atom)
