Reprodigo hoje o que tô sabendo sobre os confrontos na Crimeia, que foi até a última sexta (ou ainda é, não sei) território da Ucrânia.
Dada de presente para a Ucrânia por Nikita Kruschev, líder
soviético, em 1954, a Crimeia já foi parte da Rússia e membro da República
Socialista Federativa Soviética Russa (quase tudo a mesma coisa) e de muitos
outros desde uns 700 a.C. Aí em 1991, sua autonomia foi reconquistada e as
tensões disso eram sempre abrandadas pela Ucrânia por acordos com a Rússia e
isso era necessário porque ficou tudo bagunçado, tanto que agora tem mais russo
do que tudo morando lá.
Em 1994 o Memorando de Budapeste foi assinado por três
países (Rússia, EUA e Reino Unido), ficou acordado que eles tomariam conta do
território ucraniano, mas como a Crimeia está localizada num lugar legal, ou
seja, às margens do Mar Negro, a Rússia a quer pra ela. Não é pra tanto, por
causa de sua localização, ela tem portos interessantes que servem de pontos de
exportação e o país é grande produtor de grãos e vinhos, com forte atuação na
produção alimentícia.
Segundo dados da BBC, 58,5% das pessoas que moram lá são de
etnia russa, mais de 50% das pessoas da Crimeia falam russo diariamente, e o
cara que foi presidente de lá entre 2010 e fevereiro de 2014, Viktor Yanukovych,
é ucraniano. Viktor foi contra um acordo comercial com a União Europeia para
fechá-lo, exclusivamente, com a Rússia. As pessoas do oeste da Crimeia, que são
pró-UE não gostaram disso e foram manifestar seus interesses nas ruas em
novembro de 2013.
Depois de algumas dezenas de mortos, houve um referendo para
decidir sobre a separação da Crimeia e anexação à Rússia e 95% das pessoas
foram favoráveis. Também houve um acordo de paz que não durou um dia, depois o
presidente saiu do país, um governo favorável à União Europeia entrou no poder.
Vladimir Putin, presidente da Rússia noticiou a anexação da Crimeia à Rússia mas
ainda há a tropa da Ucrânia confrontando a tropa russa.
Bem, é isso.
Até!
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